Percepção e memória da cidade: o Ponto de Cem Réis

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia , Carolina Chaves e Juliane Lins

As sociedades defrontam-se continuamente com novas definições e novas diretrizes para o desenvolvimento de percepções do mundo, relacionadas à busca de uma economia e de uma vida social mais justa. Hoje, evidencia-se sobremaneira a necessidade de inclusão da dimensão ambiental na educação e aqui ressaltamos, em especial, no ensino/prática da Arquitetura e do Urbanismo, apontando para a emergência do pensar a crise socioambiental.

Esta crise decorre, dentre outros aspectos, de longos anos em que a divisão disciplinar do conhecimento dificultou o reconhecimento da realidade tal como se apresenta na experiência comum. Na perspectiva interdisciplinar os objetos e assuntos são híbridos e por isto abrangem uma consideração além da condição científica disciplinar. A interdisciplinaridade é, neste sentido, uma das formas de enfrentamento destes desafios no ensino e na pesquisa. Em especial, destacamos estudos que relacionam arquitetura, urbanismo, meio ambiente, sociologia, antropologia e história.

Neste texto apresentaremos parte dos resultados de um trabalho desenvolvido sobre percepção dos usuários de uma Praça no centro histórica da cidade de João Pessoa, local de protestos políticos e concentrações dos movimentos sociais, mas também do comércio ambulante e outras atividades urbanas. Abordamos o tema sob a luz de conceitos como “legibilidade” e “morfologia urbana” dentro do processo de formação da imagem do lugar dando ênfase à leitura que os indivíduos fazem do espaço público contemporâneo, fundamentado no referencial teórico de Kevin Lynch.

Tal estudo tem por propósito compreender como as mudanças no desenho de uma área urbana – a praça Vidal de Negreiros conhecida popularmente como “Ponto de Cem Réis” – influenciaram na percepção e imagem urbanas e como isto influenciou, ou ainda influencia, o comportamento dos usuários em seu uso atual. O estudo foi encaminhado utilizando como fundamentação e roteiro o método apresentado por Kevin Lynch em seu livro A imagem da cidade (1997), trabalhando conceitos como “imaginabilidade”, “legibilidade” e “morfologia urbana”. Articulados, ainda, aos trabalhos de Vicente Del Rio em Introdução ao desenho urbano no processo de planejamento e de Gordon Cullen em especial seu conceito de visão serial, em obra intitulada The concise townspace, na qual a paisagem urbana é definida como uma série de espaços correlatos.

Leia mais… http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.068/393 (Artigo Completo)

Diretrizes de sustentabilidade na arquitetura: Percepções e usos na cidade de Natal

Por Suerda Campos da Costa e Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia. 

A sociedade ao longo dos anos vem forçosamente sendo chamada a tomar consciência dos problemas ambientais ocasionados pelo desenvolvimento “insustentável”. Mais precisamente, o final do século XX presenciou o despertar da consciência da sociedade em relação à degradação do meio ambiente em decorrência do processo de desenvolvimento. Foi a partir do agravamento do impacto ao meio ambiente, junto com a reflexão sistemática sobre a influência da ação humana neste processo, que se forjou um novo conceito: desenvolvimento sustentável.

O desenvolvimento sustentável envolve questões sociais, éticas, econômicas, tecnológicas, culturais, assim como a manutenção dos ecossistemas, da qualidade ambiental e a eqüidade social. Além disso, há também uma abrangência interdisciplinar.

A preocupação com as condições adequadas de manejo ambiental está presente em diversos setores da atividade econômica e o seu caráter multidisciplinar associado aos problemas ecológicos propõe desafios a diversas áreas do conhecimento, entre elas a “arquitetura sustentável”, a qual trata, especificamente, da relação entre espaço, sociedade e natureza.

 

Leia mais… http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/09.098/127 (Artigo Completo).