O Parc de la Tête d’Or: patrimônio, referência espacial e lugar de sociabilidade

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia ( Professora Doutora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, professora dos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGAU, PPGS/UFPB) e Coordenadora do Leccur).

Os bosques, pequenos córregos e caminhos sinuosos do Parc de la Tête d’Or (Foto: Jovanka Baracuhy C. Scocuglia).

Na busca pelo equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e o processo de urbanização contemporâneo, os parques urbanos ressurgem e são reinventados segundo novas perspectivas culturais e estéticas. Redesenham as paisagens e as identidades.

Nos estudos urbanísticos e sociológicos estes parques são pensados conforme seus diferentes tempos, funções e usos. Identificam-se também variações de definição, forma e tratamento que mostram a importância do levantamento das possibilidades do tema. Há uma contribuição importante relativa aos estudos de origem e evolução desses espaços no pensamento das cidades, sobretudo na interpretação das mudanças e permanências, usos e significados. Ademais, a observação dos usos e do comportamento dos usuários dos parques urbanos pode revelar parte significativa do modo de vida de uma cidade.

Este artigo faz um registro dos usos e da importância social e ambiental doParc de la Tête d’Or (Lyon, França) enquanto referencial de espacialidade, sociabilidade e conservação do patrimônio histórico e ambiental, em conexão com as mudanças em termos urbanísticos. É também um testemunho da convivência harmoniosa entre conservação ambiental e mudança sociocultural.

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Imagens da Cidade: patrimonialização, cenários e práticas sociais

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia ( Professora Doutora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, professora dos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGAU, PPGS/UFPB) e Coordenadora do Leccur).

Para observarmos as cidades contemporâneas e seus centros antigos, percebendo as dinâmicas que as movem, importa não só os contextos urbanos de organização espacial e as relações sociais que induzem processos específicos, mas, também, as formas como as cidades reconstroem as suas imagens e os seus patrimônios, acionando-os como recursos próprios e configurando elementos de afirmação na economia e na comunicação globalizadas. Nessa direção, o vasto leque de visões que um centro antigo pode suscitar a partir das suas múltiplas características correspondem às imagens da cidade. Todas as imagens traduzem modos de ver e estes são decorrentes tanto daquilo que é visto quanto de quem vê. Cada parte da cidade pode difundir uma multiplicidade de imagens, reais ou imaginárias, efêmeras ou duradouras, de consenso ou de conflitos. É a pluralidade de imagens que, ao originar práticas e representações, sempre desigualmente partilhadas pelos grupos sociais, delineia os contornos das identidades de objetos e espaços urbanos. Algumas destas práticas e representações, mais duradouras ou midiáticas, se revelam mais operantes e outras, mais fugazes ou menos abrangentes, não são tão visíveis enquanto referências identitárias.

Estes são alguns pontos problematizados neste livro e discutidos no âmbito dos trabalhos apresentados.