Arquitetura Moderna no Nordeste 1960-70: a produção de Borsoi em João Pessoa

Influências pernambucanas e necessidade de preservação

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia , Lia Monteiro e Marieta Dantas Tavares de Melo

Residência Cassiano Ribeiro Coutinho, situada na Av. Epitácio Pessoa nº 1090, Arquiteto Gil Acácio Borsoi. Paisagismo de Burle Marx Foto Lia Tavares

A Arquitetura Moderna de João Pessoa – PB realizada entre os anos 1960-70 recebeu forte influência dos profissionais então atuantes em Recife – PE. Esta influência justifica-se tanto pela proximidade entre as duas capitais, João Pessoa está localizada a apenas 120km de Recife, como pela situação privilegiada desta última em termos econômicos e culturais dentro da região Nordeste. Neste sentido, foram utilizadas todas as adaptações climáticas, regionalistas, contando ainda com grande parte dos arquitetos da chamada “Escola Pernambucana” de Arquitetura Moderna na execução inúmeros projetos arquitetônicos para sedes de clubes, agências bancárias, residências, entre outros, na cidade de João Pessoa.

Nesta pesquisa, enfocamos, sobretudo, os elementos arquitetônicos do modernismo regional nordestino presentes nas obras de maior destaque na cidade de João Pessoa durante as décadas de 1960-70, tendo como principais representantes dessa arquitetura Acácio Gil Borsoi, Mário Glauco Di Láscio, Carlos Alberto Carneiro da Cunha, Leonardo Stuckert Filho e Liberal de Castro.

Este estudo representa um importante registro histórico pelo grau de importância dessa produção arquitetônica para a cidade de João Pessoa, mas também quando se observa o acentuado estado de degradação resultante do descaso e do abandono em que muitas dessas edificações se encontram, alvo de uma especulação imobiliária depredadora e insensível aos valores culturais de um povo e à história-memória desta cidade e até mesmo da arquitetura e cultura do país.

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