Arquitetura & Urbanidade

Lançamento da 2º Edição, revista e ampliada do Livro Arquitetura & Urbanidade organizado por Frederico de Holanda. 

Para o texto da quarta capa, o Prefácio de Joaquim Guedes.

O livro pode ser adquirido entrando em contato diretamente com o Frederico de Holanda, na Livraria Cultura, Amazon, mediante pagamento via PagSeguro ou ainda por depósito via PayPal

Maiores informações, no site: http://www.fredericodeholanda.com.br/

 

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Da casa à praça: um estudo da revitalização de praças em João Pessoa

Da casa à praça: um estudo da revitalização de praças em João Pessoa, trata-se de um trabalho que vai dialogar a literatura a respeito das mudanças nas cidades contemporâneas, mostrando que as tendências à privatização e individualização dos espaços públicos podem ser contrabalançadas pela ação efetiva do poder público na revitalização de áreas coletivas de convivência.

O livro buscou a opinião dos usuários das oito praças pesquisadas, resgatando a memória recente desses lugares, e mostrando as dinâmicas e os conflitos existentes. O resultado mostra o vivo do cotidiano das praças, que engloba suas diferenças e singularidades, bem como seus aspectos em comum.

Publicado pela Editora Argumentum de Belo Horizonte, o livro foi organizado pelas professoras Mónica Franch e Tereza Queiroz, ambas do Departamento de Ciências Sociais e das Pós-Graduações de Antropologia e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A obra descreve os impactos sobre as reformas em oito praças de João Pessoa.

Cidadania e Patrimônio Cultural: Oficina-Escola, Projeto Folia Cidadã e Acehrvo no Centro Histórico de João Pessoa

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia ( Professora Doutora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, professora dos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGAU, PPGS/UFPB) e Coordenadora do Leccur).

É consensual a ideia de que a melhor forma de garantir a defesa, a proteção e até mesmo a conservação das paisagens e sítios naturais, bem como das obras monumentais – as produções arquitetônicas isoladas, os sítios históricos e as expressões artísticas de significado cultural – se dá através do respeito e do interesse de cada um dos povos por seu acervo patrimonial. Isto posto, torna-se cada vez mais imprescindível a participação, não apenas dos governos, mas também, e talvez principalmente, dos cidadãos nas ações preservacionistas. No entanto, é apenas na medida em que o cidadão se reconhece parte de seu universo cultural e natural e que reconhece a importância desse acervo, que ele torna-se, de fato, um agente da preservação. Nesse sentido, as ações voltadas para a educação e a própria realização de fóruns participativos dos diversos setores da sociedade nas discussões concernentes às práticas de intervenção, se tornam cada vez mais necessárias.

Na presente publicação, a arquiteta Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia, o analisar as ações do Convênio Brasil/Espanha na cidade de João Pessoa, destaca as atuações dos Projetos Folia Cidadã, Acehrvo e Oficina-Escola, como “formas de ação social organizada no sentido de uma maior participação da população local nos projetos”, e ressalta a importância da participação da sociedade não apenas como resultado daquelas ações mas, principalmente, como forma capaz de garantir a democratização dos processos de “revitalização” e “requalificação” das áreas urbanas de valor histórico. E mais ainda, quando a autora de Cidadania e Patrimônio Cultural destaca as diversas formas de apropriação do espaço “requalificado” no centro histórico de João Pessoa, através dessas entidades, nos leva a refletir que, talvez, seja esta uma das formas mais interessantes de usufruto do patrimônio cultural pela sociedade, isto na medida em que esse espaço se torna palco de suas ações cotidianas, culturais e de lazer, associadas à promoção e valorização de sua memória. Integram-se assim sociedade e patrimônio cultural num exercício constante de cidadania com vistas ao resgate da estrutura edificada do núcleo original da cidade e à melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Revitalização Urbana e (Re)Invenção do Centro Histórico na Cidade de João Pessoa (1987-2002)

Por Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia ( Professora Doutora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, professora dos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGAU, PPGS/UFPB) e Coordenadora do Leccur).

Revitalização Urbana e (Re)Invenção do Centro Histórico na cidade de João Pessoa (1987-2002) faz uma leitura do processo de revitalização/requalificação do Centro Histórico de João Pessoa a partir de um ângulo de visão pouco percebido pelo cidadão comum: a transformação – para além da recuperação física – do espaço histórico em “lugar” para onde convergem vivências, trocas e práticas de diferentes grupos sociais na busca da construção de uma identidade comum.

O processo de revitalização, iniciado em 1987 a partir do Convênio Brasil/Espanha, resumia-se, em fase inicial, as ações dos governos que o compunham: Ministério da Cultura do Brasil/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Ministério dos Assuntos Exteriores da Espanha/Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI), Governo do Estado da Paraíba e Prefeitura Municipal de João Pessoa. Estas ações se dão a partir da atuação técnica da entidade gestora local deste Convênio, a Comissão Permanente de Desenvolvimento do Centro Histórico de João Pessoa. Nestes primeiros anos de atuação percebe-se o pouco – ou quase nenhum – envolvimento da sociedade local no processo, decorrência, por um lado, do desconhecimento por parte do cidadão comum do acervo cultural de que dispõe a nossa cidade, e por outro, pela concentração de ações na tarefa pontual de salvar do desaparecimento importantes conjuntos arquitetônicos, vítimas de décadas de abandono e descaso.

Dez anos após inicia-se uma nova fase deste processo, marcada pela implantação do Projeto de Revitalização do Varadouro e Antigo Porto do Capim, ainda em andamento. Passa-se da intervenção pontual em monumentos referenciais para a requalificação de trechos da estrutura urbana do Centro Histórico, que através da melhoria da infraestrutura, reurbanização do espaço público e restauração de monumentos e conjuntos edificados, visa o desenvolvimento social e econômico destes trechos, utilizando o potencial cultural como instrumento de contribuição para o desenvolvimento da cidade. Apesar dos principais conjuntos arquitetônicos – vários deles já restaurados – localizarem-se em um setor contíguo do Centro Histórico, a Cidade Alta, a área do Varadouro foi selecionada por dois motivos principais: o potencial de associação do patrimônio cultural com o aproveitamento sustentável do meio ambiente representado pelo rio Sanhauá – integrante do estuário do rio Paraíba – e o acelerado processo de decadência e abandono da área.

Este projeto busca a conservação e valorização do patrimônio cultural; a revitalização de sua função econômica dentro do contexto da cidade, a inserção de novos usos que resgatem o caráter de centro comercial e de serviços, diversificado e de bons níveis de qualidade; a revitalização de sua função habitacional, com a dotação de condições dignas de habitabilidade e de desenvolvimento econômico e social das populações existentes e o incentivo à fixação de novas habitações, e a transformação da área do antigo porto em um ponto destinado ao lazer e diversão da população da cidade. Este projeto também marca um novo relacionamento da cidade pessoense com o seu patrimônio cultural.