2nd Congrès International sur les Ambiances

19-22 sept. 2012 – Montréal (Canada) 
http://ambiances2012.sciencesconf.org 

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Luciano Agra quer adotar na Capital modelo de transporte semelhante ao de Bogotá

O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, pretende trazer para João Pessoa as experiências adquiridas em sua participação na ‘V Feira Internacional de Transporte Massivo’, realizada em Bogotá durante esta semana. Luciano Agra e o superintendente da STTrans, Nilton Pereira, participaram também do Congresso ‘Movilidady Transporte 2011’, que aconteceu em paralelo a Feira, reunindo empresários e especialistas da área de transportes de vários países.

Durante o evento foram realizadas palestras e debates com profissionais e gestores sobre o ‘Transmileniun’, nome do sistema revolucionário de transporte público implantado em Bogotá.  Luciano Agra e Nilton Pereira puderam conhecer as novas tecnologias veiculares utilizadas no setor, a exemplo do ônibus biarticulado, com capacidade para 250 passageiros.

A convite dos dirigentes do Transmileniun, o prefeito e o superintendente da STTrans também tiveram a oportunidade de andar nos ônibus do sistema, conhecer linhas, estações de embarque/desembarque de passageiros, terminais de integração, garagens e, principalmente, o centro de controle, onde acontece a administração de todo sistema.

“A presença em Bogotá foi de extrema importância para conhecer de perto o funcionamento do sistema de transportes considerado um dos melhores entre os países em desenvolvimento, verificar sua eficiência e os principais problemas enfrentados pela população. Foi uma experiência que nos permitiu conhecer o que está dando certo e não cometer os mesmos erros que geraram os problemas que hoje eles enfrentam”, destacou Luciano Agra, lembrando que a PMJP está em fase de implantação das primeiras intervenções a serem feitas no sistema de transportes e trânsito da Capital.

www.joaopessoa.pb.gov.br

E você, é a favor ou contra a inserção do VLT como alternativa na melhoria do trânsito em João Pessoa? Porquê?

DEIXE SUA OPINIÃO!

 

Da casa à praça: um estudo da revitalização de praças em João Pessoa

Da casa à praça: um estudo da revitalização de praças em João Pessoa, trata-se de um trabalho que vai dialogar a literatura a respeito das mudanças nas cidades contemporâneas, mostrando que as tendências à privatização e individualização dos espaços públicos podem ser contrabalançadas pela ação efetiva do poder público na revitalização de áreas coletivas de convivência.

O livro buscou a opinião dos usuários das oito praças pesquisadas, resgatando a memória recente desses lugares, e mostrando as dinâmicas e os conflitos existentes. O resultado mostra o vivo do cotidiano das praças, que engloba suas diferenças e singularidades, bem como seus aspectos em comum.

Publicado pela Editora Argumentum de Belo Horizonte, o livro foi organizado pelas professoras Mónica Franch e Tereza Queiroz, ambas do Departamento de Ciências Sociais e das Pós-Graduações de Antropologia e de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A obra descreve os impactos sobre as reformas em oito praças de João Pessoa.

“O vir-a-ser ambiente do mundo urbano” – Jean-Paul Thibaud

Na reunião do LECCUR do dia 23 de novembro de 2011 discutimos o texto base da palestra do pesquisador Jean-Paul Thibaud, diretor de pesquisa do CNRS, membro do CRESSON, Grenoble-França. Este texto intitulado “O vir-a-ser ambiente do mundo urbano” foi apresentado no II Seminário Internacional URBICENTROS – Morte e vida dos centros urbanos (Maceió, 2011), na sessão temática: Ambiente e Estrutura.

O autor trata, inicialmente, do termo “ambiência” e propõe um deslocamento em relação à noção de meio ambiente como parte de um esforço de renovação epistêmica, de busca de novos conceitos, experiências e formas de refletir sobre as recentes transformações da cidade. O objetivo é, sobretudo, centrar o foco nos aspectos sensíveis do ambiente urbano. O autor deixa claro que não pretende lidar com elementos de ordem técnica e que suas reflexões se situam no cruzamento de questões de natureza social, estética, urbana, ecológica e política.

Falar de ambiência nos espaços urbanos “é compreender como as mutações da cidade de hoje se encarnam e se difundem na vida cotidiana”. Para isto são necessárias cinco operações fundamentais:

Operação 1 – Instaurar o sensível como campo de ação: partindo da ideia que o ordenamento urbano não se limita somente às formas construídas e aos espaços edificados, mas também aos ambientes sensíveis e aos envelopes climáticos. A palavra-chave: médium.

Operação 2 – Compor com tons afetivos: introduzindo o plano afetivo ao compor espaços urbanos, reconhecendo a diferença entre um meio ambiente e uma ambiência. A palavra-chave é ressonância, pois é a partir dela que se amplia a nossa capacidade de afetar e de ser afetado.

Operação 3 – Dar consistência às situações urbanas: em qualquer situação urbana existe um conjunto heterogêneo de componentes e uma ambiência consiste, sobretudo em religar estes vários elementos entre si, mantendo-os unidos a fim de torná-los um conjunto. A palavra-chave é coalescência, ao tratar da consistência das situações urbanas.

Operação 4 – Manter os espaços ao longo do tempo: a intenção é prestar atenção aos aspectos ordinários dos espaços urbanos. Podemos produzir ambientação a partir de eventos específicos, mas também podemos colocar em ambiência, cuidando dos espaços do dia a dia, ao longo do tempo. Assim, a palavra-chave desta operação é manutenção.

Operação 5 – Apostando nas transformações imperceptíveis: convoca o poder de imersão de uma ambiência. A palavra-chave é: impregnação,  que valoriza sobretudo a porosidade que existe entre os habitantes e seu meio de vida, a nossa capacidade de sentir e incorporar as pequenas modulações de um espaço sensível.

Este é também o esforço dos membros do LECCUR, em suas pesquisas de campo e em suas reflexões e produções bibliográficas, textuais, articulando as dimensões que envolvem e problematizam Cidade, Cultura Contemporânea, Ambiências e Urbanidades.